R. Botucatu e entorno

Convidados para uma reunião promovida pelo curso de Espaços Culturais Acessíveis da Fundação Dorina Nowill para cegos, na Vila Mariana, aproveitamos para realizar nossa vistoria da semana pela região e checar como anda os arredores de um dos locais onde mais circulam cegos e pessoas com deficiência visual.

Após um bate-papo sobre acessibilidade, estávamos mais afiados que nunca para analisar os seguintes trechos:

Degraus e rampa criam uma calçada com desnível na R.Botucatu

R. Diogo de Faria
R. Botucatu
R. Estado de Israel

 

Floreira com planta que tem espinhos

E o mais esperado aconteceu mesmo: acabamos encontrando vários cegos que estavam indo para a Fundação Dorina Nowill. A experiência foi importante para que percebêssemos na

prática que pequenas interferências no trajeto, como a instalação de piso tátil na faixa de pedestres até a entrada da fundação, trariam melhorias significativas na segurança de seus


Ao chegar a Rua Botucatu, encontramos buracos e degraus no trajeto.  E como sempre falamos aqui, estes obstáculos atrapalham a vida de todo mundo: cadeirantes têm dificuldades para circular em ruas esburacadas por conta das rodas da cadeira, já os cegos podem não “tatear” um pequeno buraco e cair. As mulheres de salto alto podem ter o desprazer de quebrar o sapato, se não o próprio pé… e por aí vai. Ou seja, calçada mal conservada prejudica o passeio de todo tipo de pedestre.
frequentadores.

Depois de visitar a Fundação Dorina Nowill, não podíamos deixar de chamar atenção para um problema que muito prejudica aqueles que não enxergam: a (falta de) sinalização nas ruas.  É o caso das floreiras da Rua Estado de Israel, que, além de não serem sinalizadas, possuem espinhos e estão instaladas em uma calçada esburacada! Qualquer semelhança com o perigo é mera coincidência…

Para fechar a vistoria da semana, passamos pela Diogo de Faria com a Botucatu, e, mais uma vez, nos deparamos com um problema comum na Vila Mariana: a falta de rampa na faixa de pedestres.

Conclusão: muita gente deve estar precisando fazer uma visitinha na Fundação Dorina Nowill. Quem sabe assim não passa a enxergar melhor a realidade de muita gente.

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