Tatuapé

A vistoria da semana foi num lugar bastante movimentado em qualquer dia da semana: Tatuapé. Todos os dias passam pedestres que moram, que trabalham, que estudam, que estão só de passagem. Isso por conta da variedade de comércio, bares, restaurantes, shoppings e metrô próximo.

As ruas vistoriadas foram:Porém, todo esse desenvolvimento foi esquecido quando se fala de acessibilidade. A região cresceu, obras de melhorias foram feitas, mas para os carros, não para os pedestres

Julie Nakayama em frente a uma loja sem rampas, com degraus– R.Tijuco Preto
– R.Isidoro Tinoco
– R. Coelho Lisboa
– Praça Silvio Romero
– R. Retiro Grande
– R.Fernão Tavares
– R. Icem

O que mais nos marcou na vistoria dessa semana não foram os obstáculos para cadeirantes, mas sim para os cegos. Muitas floreiras vazias, que foram planejadas para receber árvores, melhorar a qualidade do ar numa região que tem trânsito 24h, deixar a paisagem urbana mais bonita, mas pelo visto não é o que acontece. Algumas já estão até quebradas, sem nem ao menos ter recebido uma planta.

Fora a falta de piso tátil de alerta para que o cego não acabe tropeçando nestas floreiras. Assim como num telefone público, onde existem pisos de alerta para que os cegos não batam a cabeça, o mesmo deveria ser feito para as floreiras. Elas devem sim existir, só trazem benefícios, mas sem atrapalhar o passeio do pedestre, tenha ele uma deficiência ou não. Além disso, devem receber flores, já que essa é sua finalidade.

De resto, os problemas de sempre: nenhuma loja com acessibilidade, camelôs, travessias de pedestres sem rampas e/ou esburacadas.

Pedestre passa por cima de floreira vazia, correndo risco de cair

Já um ponto positivo: praça Silvio Romero nota 10 em acessibilidade. Lojas que ficam dentro da praça com acessibilidade, piso sem sustos, rampas, segurança. Só traz benefícios para todos. Não é por acaso que é uma praça bastante frequentada por público de todas as idades!

Voltando para o metrô, acesso ok via shopping. O problema mesmo é sair do metrô e enfrentar os obstáculos na região. Nenhuma pessoa com deficiência conseguiria andar lá sozinho. São muitas ladeiras, buracos, e obstáculos que atrapalham.

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